Já andava há algum tempo à procura de novos desafios que me permitissem sair do habitual tema associado ao meu doutoramento e das aulas sobre gestão de conhecimento que já dou há três anos...E nas minhas conversas com colegas académicos e empresários descobri um conceito realmente interessante: a Inovação Aberta.
Este conceito, que no fundo significa fazer inovação utilizando recursos financeros, materiais e humanos tanto de dentro como de fora da organização, está tipicamente associado ao desenvolvimento do Linux e da Wikipédia. Mas desde 2003, quando Henry Chesbrough o propôs, apareceu uma miríade de abordagens que vão mais além.
Sabiam, por exemplo, que existem mercados de tecnologia que funcionam a nível mundial? Um caso é Yet2com.
Sabiam que já podem participar na realização de propostas de resolução de desafios específicos lançados por empresas de todo o mundo? Visitem a Innocentive para se convencer...
Voltaremos a esta conversa nos próximos tempos...e vamos questionar-nos até que ponto é que existem empresas portuguesas que aplicam este conceito...
Em tudo que fazemos, utilizamos a nossa criatividade e a nossa inteligência. Qualquer tipo de problema ou situação que queremos ultrapassar obriga-nos a recorrer a estas duas ferramentas que cada um de nós possui. Por isso, elas fazem parte intrínseca de nós...e temos que as utilizar para que não nos esqueçamos delas...
Está fora de um quarto sem janelas nem aberturas de qualquer tipo.
Dentro do quarto há três lâmpadas acesas em perfeitas condições, e fora do quarto tem ao seu alcance dois interruptores que acendem duas das três lâmpadas de dentro.
Se não pode acender ambos os interruptores ao mesmo tempo e só pode entrar no quarto uma vez, como saberia qual é a lâmpada que não é acesa por nenhum interruptor?
Nota: esta entrada foi reintroduzida no blog, junto com os comentários inciais, devido a um ataque de spam.
Comentários...por ordem cronológica:
Jefferson
Oieeeeeeeee
Eu passei aqui por acaso!
Eu estava no www.cade.com e apareceu esse site aqui!!!
Dae me deparei com essa piadinha ai!!!
No meu modo de ver o começo da piada ja é a resposta né! (Dentro do quarto há três lâmpadas acesas em perfeitas condições)
Se esta acesas não vai precisar usar nenhum interruptor ñ é mesmo?
Bom domingo... tudo de bom
Jeffinho.....
Irina
Viva Jefferson, seja bem-vindo ao site da criatividade!
:) pois é, não preciso de usar nenhum interruptor, mas preciso de saber qual a lâmpada que não pode ser controlada, para saber qual é que nunca pode ser apagada...e então, como é que eu descubro isso?
Viva Jefferson, seja bem-vindo ao site da criatividade!
:) pois é, não preciso de usar nenhum interruptor, mas preciso de saber qual a lâmpada que não pode ser controlada, para saber qual é que nunca pode ser apagada...e então, como é que eu descubro isso?
Alexandre
É simples... é uma questão de temperatura! Vai ser necessário apalpar as lâmpadas (com cuidado) para saber aquela que está mais quente! essa é a que é impossível desligar! :)
Abraços
Paulo Lampreia
Considerando que as três lâmpadas estão acesas e que duas são controladas pelos dois interruptores, então, basta desligá-los.
O enigma diz-nos que não podem ser ligados em simultâneo mas não diz que não podem estar ambos desligados.
A lâmpada que não apagar é a que não é controlada pelos interruptores.
Penso eu...
Irina
Correcto, Paulo. A resposta está correcta. E Alexandre deu uma resposta muito criativa aplicando as técnicas do pensamento lateral.
Obrigado aos dois! e boas entradas.
almost-moon
ola
vim a este blog pq tenho um trabalho da universidade para fazer sobre técnicas de criatividade. qria abordar a pintura e o desenho como técnica d criatividade.
sera q m pode ajudar?
bgd pla atençao
*s cris
Irina
Olá Cris,
Não tenho esta informação à mão e também tenho alguma dificuldade em identificar exactamente do que precisavas. A melhor maneira de fazer o trabalho é ir para o Google e fazer uma pesquisa do tipo: criatividade AND (Pintura OR desenho) e seleccionar os melhores resultados. Se utilizares a mesma equação de pesquisa com os termos em inglês és capaz de arranjar muitos outros resultados. Sê Criativa!
Boa sorte com o trabalho,
I
O dia 4 de Novembro foi o dia do inventor.
Fernando Nogueira partilhou connosco o seu site, www.galeriadeinventores.web.pt, o seu pequeno choque tecnológico.
Fernando também acrescentou:
«alguem disse: "a criatividade é a unica coisa que nos distingue dos animais"»
Obrigado, Fernando
Ora vivam!
Antes das férias de verão, que estão praticamente a chegar (para uns sortudos já chegaram), vamos brincar um bocadinho com uma breve passagem pelas técnicas de criatividade. Uma amiga enviou-me há algum tempo um site com técnicas que somente agora tive a oportunidade de ver com atenção. deixo nos próximos posts o que me pareceu mais interessante e apresento-vos aqui o link para o respectivo site (para os mais curiosos).
Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil. Esta técnica tem quatro fases: a divagação propriamente dita, em que cada membro do grupo tenta visualizar mentalmente imagens relacionadas com o tema; a criação de analogias entre as imagens visualizadas e o problema em causa; a avaliação das analogias, identificando as suas aplicações práticas para criar soluções para o problema; a partilha das conclusões com o grupo. A NASA, por exemplo, pretendia desenvolver um novo fecho para os fatos espaciais.
"Levou" um grupo de trabalho por uma viagem imaginária pela selva e um dos participantes falou em ervas daninhas coladas ao corpo e exemplificou com as duas palmas das mãos unidas. Os outros membros discutiram o movimento e acabaram por chegar a um fecho de velcro.
A mente humana tende a ficar bloqueada pela rotina. Porém, ao actuarmos de forma diferente da habitual, forçamos a nossa mente a encarar o mundo de forma diferente, o que nos incentiva a sermos mais criativos. Um comportamento descontínuo pode ser, por exemplo, chegar ao emprego mais cedo ou ir de transportes públicos em vez de levar o carro. Pensar descontinuamente consiste em incentivar a mente a seguir novas linhas de raciocínio.
Se foi um método bom para Einstein, também é bom para nós. O princípio que lhe está subjacente é o facto de a resposta aos problemas estar na nossa mente; basta relaxar para a descobrir. Duas das técnicas de intuição consciente mais utilizadas são a visualização e a imaginação. Para a primeira, relaxe, feche os olhos e tente visualizar o problema; imagine cenários de resolução o mais detalhados que for possível. Normalmente, a solução do problema surge intuitivamente. Para a segunda, relaxe, feche os olhos, concentre-se no problema e imagine diversos cenários de resolução. Abra os olhos e aponte o que imaginou; entre todas as imagens e detalhes pode estar a solução.
Mude...
Mas comece devagar,
comece na sua velocidade.
Sente-se diferente, em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, ande pelo outro lado da rua,
depois mude de caminho,
ande por outras ruas, mais devagar,
observando os lugares por onde passa.
Tome outros ônibus, se for o caso.
Mude por uns tempos o estilo das roupas,
dê os seus sapatos velhos,
procure andar descalço por uns dias.
Tire uma tarde livre
para passear no parque ou na praia.
Saia sozinho para ouvir o canto dos pássaros.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, de ponta-cabeça.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
viva outros romances.
Troque de carro.
Não faça do hábito um estilo de vida.
- Ame a novidade.
Corrija a postura, faça ginástica, durma mais tarde, ou acorde mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Escolha novas comidas, temperos, cores,
diferentes delícias.
Experimente a gostosura da pouca quantidade.
- Tente o novo todo dia.
O novo lado,
o novo método,
o novo jeito,
o novo sabor,
o novo prazer,
o novo amor.
- A nova vida.
Faça novos amigos, mantenha novas relações,
almoce em outros lugares,
vá a outros restaurantes,
tome outros tipos de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde - ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabão, novos cremes.
Tome banho em horários variáveis.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
(Comece agora uma viagem para bem longe do aqui.)
Faça amor de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas.
compre novos óculos,
escreva outras poesias, jogue fora o despertador.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, novos cabeleireiros,
outros teatros.
Visite novos museus.
- Mude.
Você conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo,
a energia.
Dessa forma, apenas dessa forma - você viverá.
- Só o que está morto não muda!
Estava a passar os olhos por um artigo que escrevi há praticamente um ano, um sonho sobre o automóvel...revendo as provas deparei-me com o facto de o meu estado de espírito (criativo) estar completamente diferente...realizei também que era uma questão de contexto, de entusiasmo e criatividade solta, com asas grandes, abertas, que me permitiam voar alto sem restrições e ver os meus sonhos tornarem-se realidade.
A criatividade depende da nossa motivação, da nossa forma de vermos as coisas. A criatividade depende das reacções dos outros. Se as nossas ideias não são bem-vindas, nem valorizadas, a criatividade morre devagar...pelo menos nos contextos/organizações/discussões com as pessoas que não as valorizam... O que disse está em sintonia com o que afirma um dos mais participantes ciberleitores deste blog, Fernando Nogueira.
Estava a falar no último post da criatividade vista da perspectiva do relacionamento social...e acredito que existe criatividade social. Mas acredito também que somente se pode manifestar durante um período limitado de tempo para com certas circunstâncias/pessoas/contextos se não for retribuída. Isso porque o criativo tem uma grande capacidade de imaginar...sonhar...ser criança...porque é uma alma jovem num corpo adulto que se recusa de ficar parado e complacente frente as coisas...porque é uma pessoa que acredita firmamente que a mudança é possível, necessária e desejável...
Mas seja como for, um criativo temporariamente pouco criativo nunca deixa de apreciar as manifestações de criatividade dos outros, até as acolha com mais entusiasmo e as valoriza mais...porque o que não gostamos que alguém nos faça não deve ser feito aos outros...e porque a criatividade retribuída e posta em prática traz felicidade.
Agora queria as vossas opiniões. O que acham? A criatividade depende do nosso estado de espírito?
É a capacidade de sorrir e tentar encontrar uma solução quando estamos à espera de coisas de outras pessoas, contamos com isso, e depois nada acontece. Para certas pessoas, a criatividade ajuda a ultrapassar estas situações. Ajuda a viver feliz e aprender como lidar com as pessoas. Ajuda a perceber que cada um tem o seu jeito, que há pessoas com as quais se pode contar e outras que não. A criatividade permite-nos lidar com cada tipo de pessoa.
Será que podemos falar de criatividade emocional ou social? O que acham? Será que o criativo (genérico) tem também capacidade de ser criativo no relacionamento com os outros? Ou será que falamos de dois tipos de criativos?
"Passamos boa parte de nossa vida aprendendo como melhorar nossa simulação do mundo exterior. Modelamos o mundo físico, modelamos as emoções das pessoas com as quais convivemos, modelamos a empresa em que trabalhamos, o governo, nossos vizinhos, nosso carro, o trânsito, etc. Boa parte de nosso raciocínio é meramente uma simulação de grandes cadeias causais (isto causa aquilo que causa aquilo...).
Podemos dizer que essa sequência de inferências são representantes das "regras" que usamos no dia-a-dia, equivalentes às regras mais simples como aquela que diz que quando vou atravessar uma rua, devo olhar para os dois lados. Essa regra é tão forte que chega ao caráter de comportamento condicionado.
Tudo isto é muito, muito útil, pois poupa-nos tempo, automatiza procedimentos rotineiros, aumenta nossas margens de acerto e evita erros fatais. Há poucas (se é que há alguma!) vantagem em ser criativo no atravessar a rua.
Mas há um lado ruim dessa tática: essas regras também nos fazem ficar acomodados e por isso evitamos procurar novas possibilidades. Para sermos criativos, temos que estar dispostos a quebrar (mesmo que apenas mentalmente) várias dessas sequências pré-programadas e dessa forma rodar nossa simulação do mundo com um conjunto alterado de regras".
---- Sérgio Navega ...ver sítio
Voltando a um tópico que já cá tratámos em tempos, acham que a criatividade (organizacional) pode ser estimulada? Acham que uma pessoa criativa é sempre criativa ou acham que é possível estimular/desencorajar a criatividade?
Uma das autores conceituadas que escreve s/ a criatividade, Amabile, aponta um conjunto de factores que podem estimulá-la:
* encorajar um comportamento mais arriscado, mais empreendedor; encorajar a geração de novas ideias e valorizar a inovação.
* valorizar a liberdade e autonomia
* ter recursos suficientes (essa é boa, mas é difícil!)
Querem adicionar mais alguma coisa? Concordam com a senhora?
Será que os dois conceitos podem co-existir na mesma pessoa? Será que há pessoas que podem ser criativas e, no entanto, rigorosas e metódicas? Como é que acham que a criatividade e o método funcionam juntas?
Para muitas pessoas, a criatividade é um elemento de mudança, que as tira das suas zonas de conforto. A criatividade num ambiente que não aceita/respeita a criatividade é um factor de stress. Num ambiente que a aceita, é o factor chave para a satisfação e desenvolvimento pessoal. A criatividade é vida e é progresso, por isso não podemos deixar de sermos criativos, qualquer que seja o ambiente em que nos inserimos.
A criatividade resulta da conjugação de oito factores distintos. Cada um pode ser testado individualmente, facilitando a obtenção de um diagnóstico global.
1. Sensibilidade para descobrir problemas. As pessoas criativas encontram problemas em sítios que outros ignoram, o que se deve, provavelmente, à sua curiosidade.
2. Facilidade em articular ideias. As pessoas que geram mais ideias têm mais hipótese de ter ideias relevantes (o princípio do brainstorming).
3. Ideias novas. As pessoas criativas têm ideias singulares, mas úteis.
4. Flexibilidade. As pessoas criativas têm mais capacidade de mudar de rumo.
5. Capacidade de síntese e análise. "O pensamento criativo requer a organização de ideias em modelos mais abrangentes/relevantes" e "os modelos mentais existentes devem ser deconstruídos antes de se construirem outros".
6. Capacidade de lidar com a complexidade... "número grande de ideias manipuladas ao mesmo tempo".
7. Capacidade de avaliação das novas ideias.
Reconhecer e reflectir sobre a mudança e sobre as suas implicações permite-nos criticar e alterar não somente o mundo que nos rodeia, mas também os nossos próprios modelos mentais. Permite-nos criar uma nova forma de viver. A mudança e a nossa reacção à mudança são fundamentos da criatividade.
A espécie humana é adaptável e inovadora, e as nossas inovações abrem uma miríade de oportunidades enquanto enterarrem hábitos e comportamentos passados.
Não podemos conscientemente prosseguir o que não conseguimos visualizar. O verdadeiro mistério do mundo é sempre visível, mesmo se somente na nossa imaginação. Imaginar, criar, visualizar, aplicar...eis as formas de tornar os nossos sonhos realidade e de conseguir atingir os nossos ideais.
Estava a passar os olhos ontem por um livro já com alguns anos que fala de futuros, e da perspectiva anti-fatalista que devemos ter relativamente a isso. O autor, Michel Godet, afirmava - e concordo com ele - que é preciso olhar para o futuro para esclarecer o presente.
De facto, o futuro é múltiplo e impossível de adivinhar, dependendo da acção humana e de factores fora de controlo humano, mas a mensagem que sempre fica é que o futuro não está escrito, depende dos nossos actos criativos.
Então, a criatividade, como estado de espírito, permite-nos sonhar e encontrar formas diferentes de lidar com os problemas e construir o nosso futuro. Ser criativo é ter uma atitude activa e construtiva para com as nossas vidas e o mundo que nos rodeia.
...é uma força que nos pode ajudar a encarar a vida de uma forma completamente diferente...
...ter uma perspectiva criativa sobre o mundo que nos rodeia, sobre os problemas com os quais nos confrontamos no dia-a-dia, permite aumentar o optimismo e a vontade de viver. Os problemas tornam-se desafios criativos, as suas implicações transformam-se em aventuras criativas...
...ser criativo é um estado de espírito e uma forma de viver que é relevante para cada actividade humana...
Características negativas:
- Problemas com convenções e leis;
- Ultrapassa limites e desafia autoridades;
- Rebelde e pouco disposta a colaborar;
- Caprichosa, indiferente e desorganizada;
- Distraída e esquecida;
- Descuidada com detalhes e coisas menos importantes;
- Egocêntrica, com falta de tacto e desinteressada pelos outros;
- Demasiado emocional.
Passem os olhos por este exercício criativo...
1. Fale com o seu cérebro. Aprenda a conhecê-lo. É um parceiro extraordinário que necessita da sua atenção.
2. É uma máquina surpreendente, com performance óptima, mas que se engana muitas vezes. Pergunte-se porque isto acontece e tente remediar os erros de percepção.
3. Utilize todos os seus sentidos. Aproveite cada dia para valorizar as sensações que os seus sentidos proporcionam.
4. Brinque com a realidade! O real não é real. O real é o que nosso cérebro diz que é real. Construa e descobra o seu mundo. Veja-o com humor.
5. Faça actividades variadas. O seu cérebro não gosta de actividades repetitivas.
6. Aprenda sempre coisas novas. A novidade é o oxigénio do cérebro. É o confronto com o desconhecido que permete ao seu cérebro de se regenerar.
7. Oiça a sua intuição! Nem tudo é racional.
8. O seu cérebro precisa de descansar de vez em quando. O sono, a sesta, as férias são óptimos momentos para isso.
9. Alterne o trabalho manual com o intelectual.
10. Assegure que tem momentos de solidão. Num mundo tão solicitante, o tempo para si próprio é essencial para a sua saúde e equilíbrio mental.
11. Faça caminhadas. Uma hora, duas horas, para falar com o seu cérebro. Para deixá-lo vadiar sem ordem, sem rigor.
12. Aprenda uma língua diferente. Japonês ou chinês. Uma língua que precisa de esforços grandes para a aprender. Só pelo prazer de aprender.
Às vezes tenho as minhas dúvidas existenciais quanto à concretização da criatividade, ao caminho de criatividade para inovação.
É quando me lembro de ideias que achei espectaculares morreram porque não tive couragem ou recursos para as pôr em prática.
E depois lembro-me de inúmeras ocasiões quando a criatividade ajudou-me a encontrar uma solução para um problema, que implementei com os meus próprios esforços.
E lembro-me ainda de situações quando uma solução criativa que surgiu num grupo foi implementada e resultou.
E então na minha cara aparece um grande sorriso e a confiança de que a criatividade é boa, não é só um jogo; de que a criatividade não se limita aos sonhos de uma cabeça esquisita, mas pode influenciar a realidade...
E você, o que acha da criatividade?
Um dos maiores problemas com a criatividade é que não sabemos o que fazer com as ideias geniais que temos. E se não as utilizamos, elas desvanecem.
A utilização de ideias coloridas no seu dia-a-dia, tanto no trabalho como em casa, permite identificar categorias de ideias e acções subsequentes.
Imaginámos que:
1. As ideias simples, conhecidas, têm cor azul. Devemos implementá-las rapidamente.
2. As ideias que melhoram as situações / os produtos existentes têm cor verde. Temos que as sistematizar.
3. As ideias que rompem com os paradigmas existentes têm cor vermelha. Precisamos de coragem para as imaginar e pôr em prática.
4. As ideias ingénuas, simplistas, refrescantes, têm cor branca. Devemos ouví-las, deixar que nos surpreendam.
5. As ideias impossíveis (à partida), visionárias, têm cor amarela. Devemos deixá-las crescer, dar-lhes tempo para amadurecer...
"Deep in the Forest: A Journey into Imagination" - de Michael Munn - apresenta uma técnica engraçada que pode aumentar a nossa criatividade e também ajudar a relaxar um bocado quando estamos superados pelo trabalho.
No matter how old you get, if you can keep the desire to be creative, you’re keeping the man-child alive.
--- John Cassavetes
Em primeiro lugar, as minhas desculpas para a actualização um bocadinho mais lenta do blog da Criatividade, mas simplesmente não teve o tempo disponível que desejaria ter para vos desafiar ainda mais :)
Depois, parabéns à Raquel, que consegue sempre responder aos desafios mais complicados :)
Mais... relembro à toda a gente que ainda ficam por responder um conjunto de desafios:
* o despertador curioso
* o barman temperamental
* coisas de mulheres
* silêncio expressivo
E finalmente recomendo-vos uma visita do mundo...
A criatividade é a arte de agir diferentemente, mas também de ver as coisas de uma outra forma ... diz o autor do site Yellow Pages e disponibiliza aos seus cibervisitantes um album de fotografias bem interessantes, que permitem a descoberta de mais um pedaço do nosso mundo tão giro.
A criatividade é como o humor. Rir é o resultado, muitas vezes, de uma situação que é diferente e inesperada, que não encaixa nos nossos paradigmas. A criatividade utiliza um processo semelhante, o de olhar além do quadro habitual onde as ideias são desenvolvidas...
Por isso, quando quer encontrar uma solução criativa para um dos seus problemas, simplesmente experimente sair do seu ambiente habitual e tente encontrar um local diferente, que não escolheria, à partida, para ter ideias. Ou tente analisar o seu problema de forma radicalmente diferente.
Crie de forma diferente e encontrará as soluções de que precisa. Ou pelo menos encontrará soluções criativas :)
Intelligence - Core Operations
--------------------------------------------------------------------------------
Linguistic - syntax, phonology, semantics, pragmatics
Musical - pitch, rhythm, timbre
Logical-mathematical - number, categorization, relations
Spatial - accurate mental visualization, mental transformation of images
Bodily-kinesthetic - control of one's own body, control in handling objects
Interpersonal - awareness of others' feelings, emotions, goals, motivations
Intrapersonal - awareness of one's own feelings, emotions, goals, motivations
Naturalist - recognition and classification of objects in the environment
(Fonte)
"Creativity Self Assessment" é um teste engraçado disponibilizado pela CREAX para avaliar a sua criatividade.
Partilhem os resultados comigo :-)
A criatividade da NASA não pode ser posta em causa. Desta vez, irão criar um CD-ROM com todos os nomes registados nesta página até dia 31 de Janeiro de 2004, que será lançado (dentro dum contentor muito pesado) contra o cometa Tempel 1! Eis a oportunidade de qualquer pessoa do mundo participar na experiência espacial Deep Impact.
E não é brincadeira, é mesmo um site governamental.
Obrigada, Paulo, por teres encontrado este site e permitir que os nossos nomes viajem juntos no espaço! :x
O nome "DO IT" vem de:
D - Define problem
O - Open mind and apply creative techniques
I - Identify best solution
T - Transform
Uma técnica simples de aplicar, mas que vai aumentar a sua capacidade criativa. Como funciona?
DO IT é um processo criativo estruturado:
1. Definir o problema - aplicação de técnicas específicas para assegurar que está a analisar o problema real.
2. Abrir a sua mente - aplicação de técnicas criativas para obter quanto mais soluções para o problema identificado.
3. Identificar a melhor solução
4. Transformar - criação do plano de acções para implementar a solução. Sem implementação, a sua criatividade não serviu para nada.
Encontrei num dos portais sobre inovação e criatividade os princípios que a Hewlett-Packard (HP) utiliza para criar um ambiente favorável à inovação e criatividade. Para mim fazem todo o sentido, e para vocês?
1. Acredite que podes mudar o mundo
2. Trabalhe depressa, trabalhe em qualquer altura
3. Saiba quando trabalhar sozinho e quando trabalhar em equipa
4. Partilhe ferramentas, ideias. Confie nos seus colegas
5. Sem política. Sem burocracia.
6. É o cliente que diz quando um trabalho está bem feito.
7. As ideias radicais não são más ideias.
8. Invente novas formas de fazer o seu trabalho.
9. Dê o seu contributo cada dia.
10. Acredite que juntos podemos fazer tudo.
11. Invente.
Encontrei por acaso hoje este artigo do Expresso...Tem ideias que já encontrei em vários sítios, algumas que acho interessantes, outras que não...
Pensa que não é criativo e que não há forma de dar a volta à situação? Engana-se. As ideias criativas estão ao alcance de todos. Saiba como pode trabalhar de forma criativa e original.
Estimular a criatividade
* Folheie uma revista de trás para a frente e olhe só para as fotografias e títulos.
* Investigue, estude e use os produtos e serviços dos seus concorrentes.
* Guarde recortes de publicações, imagens ou citações que goste. Coleccione-as e ponha-as na parede.
A maneira mais difícil e menos produtiva para apresentar uma coisa nova é sentar-se com alguns colegas à volta da mesa, olharem uns para os outros cheios de expectativa e encorajarem-se mutuamente a produzir novas ideias. Estas situações têm geralmente um efeito paralisante e dão resultados muito baixos.
Fazer nascer novas ideias é muito mais fácil quando não está a pensar explicitamente nelas mas quando está descontraído, deixando o seu subconsciente flutuar livremente. Uma boa ideia aparece quando menos se espera!
* No banho ou no duche;
* A conduzir;
* Durante o acordar ou o adormecer;
* Ao ler;
* Durante uma reunião desinteressante;
* Ao fazer desporto;
* Quando acorda no meio da noite;
* Quando está a cortar a relva;
* Ao ouvir música;
* Ao folhear uma revista;
* Sentado numa esplanada;
* Num centro comercial.
Trabalhe a mente
Muitas vezes, uma ideia criativa não é mais do que o quebrar de uma opinião ou de uma forma de agir. É possível estimular o seu cérebro para pensar de uma maneira menos rotineira, mudando regularmente os hábitos da sua vida diária:
* Altere o trajecto casa/escritório;
* Oiça uma estação de rádio que não costuma ouvir;
* Veja um programa que nunca vê;
* Lave os dentes com a outra mão;
* Mude de lugar à mesa, em casa ou nas reuniões;
* Use o rato do computador com a outra mão;
* Procure um novo hobby;
* Use o seu relógio no outro pulso;
* Combine peças de roupa que nunca usou juntas;
* Compre uma revista que não conhece;
* Escolha um prato na ementa que nunca comeu;
* Entre numa loja onde nunca entrou.
Quebrar as rotinas e os costumes vai-lhe dar novas sensações, que certamente trarão novas ideias.
Acredite em si
A falta de autoconfiança e o medo da crítica são, muitas vezes, obstáculos para a criatividade. É importante acreditar em si próprio e ousar falar aos outros sobre as suas ideias.
Olá outra vez!
Esta manhã passei os olhos e descontraí um bocadinho no site Invention Playhouse...é um daqueles que combina o lúdico com alguns artigos interessantes sobre a criatividade...mas isto se calhar não interessa tanto...
Pode criar a sua própria nuvem e vê-la no ceu, pode construir um pássaro de peças de puzzle e, a brincadeira simples, mas que achei mais piada é tentar construir uma pista para guiar uma bola num cesto posto no chão (tinker ball).
Dez minutos do seu tempo e vai ficar muito mais relaxado, exersando a sua criatividade.
E depois desta introdução, só me resta apresentar a famosa técnica :) e proporcionar os recursos necessários para a aprofundar.
O mapa conceptual parte de um problema, ou um assunto que queremos analisar. É uma forma de brainstorming individual, que permite ulteriormente partilhar as suas ideias com os seus colegas / amigos / família com grande facilidade. É uma forma de organização da informação muito fácil de apresentar e perceber.
Como fazer:
1. Escrever o problema ou o assunto no meio duma página A4, de preferência branca, dentro dum circulo/bola.
2. Pensar em coisas (actividades, características, de maneira geral itens de informação) relacionadas com o assunto
3. Desenhar linhas a partir do círculo inicial e escrever as coisas relacionadas em cima das linhas (podem imaginar que estão a desenhar um mapa, onde as linhas são as estradas e os assuntos relacionados são os nomes das estradas)
4. Pensar para cada linha em coisas relacionadas e depois em outras coisas relacionadas com as que já escreveu e desenhar outras linhas...
Podem imaginar o mapa conceptual ou como um mapa rodoviário, como mencionado anteriormente, ou como uma árvore, à qual adicionamos cada vez mais ramos.
Teoricamente, um mapa conceptual nunca é acabado :) isto é criatividade!
Seguem-se os recursos sobre isto, e podem fazer uma pesquisa simples no google e encontrar mais.
* Como fazer um mapa conceptual...
* Concept Maps - Concept and tools
* Concept map about Concept map
Experimentem, há 50% hipóteses (dizem os especialistas) para gostarem disso e depois acabarão por utilizar os Mind Maps em todas as suas actividades (praticamente como estou a fazer actualmente - também diz-se que há fases de maior interesse :)). Metade das pessoas adoram o Mind Map, a outra metade odeiam-na e acham que é uma forma muito pouco organizada de pensar :)
Gostaria que partilhassem comigo o resultado do exercício. Boa sorte!
Mas voltando ao tema deste blog...Há meio ano cheguei a saber que existia uma técnica interessante de organização da informação, que facilitava a leitura e a aprendizagem, sendo mais próxima da nossa maneira de processar informação a nível mental (não linear, hipertexto, não limitada).
Na altura achei piada à técnica (chamada Mind Map, ou mapa conceptual), experimentei-a uma vez ou outra, mas não fiquei convencida.
Voltando duas semanas atrás a reutilizar o Mapa conceptual, fiquei finalmente entusiasmada, e realizei que há um bocadinho de génio por trás :) às vezes demora tempo descobrir todas as potencialidades de uma técnica.
"Innovative ability is much more pervasive and ubiquitous than many of us imagine. Innovation is not invention, something to be fostered in a carefully controlled atmosphere. Invention is the process of discovering things that have never been discovered before. Innovation is the discovery of new ways of creating value. Not everyone can be an inventor, but everyone can be innovative."
-- Stephen Shapiro, in '24/7 Innovation'
Uma pessoa criativa é consciente que a sua mente e uma fonte inesgotável de ideias, pesamentos e sabedoria e que novas ideias e relações sempre podem surgir.
Uma pessoa criativa tem um conjunto de objectivos, bem definidos (n.a. como qualquer indivíduo).
Uma pessoa criativa sabe que a mente funciona melhor se for posta a trabalhar. Procura ideias sobre si próprio e sobre maneiras de encarar o mundo. Respeita a imaginação das outras pessoas e dá-lhes crédito para as suas ideias.
Uma pessoa criativa é muito observadora, sendo constantemente atenta a tudo que ouve ou pensa. Procura sempre formas novas de trabalhar e viver a sua vida.
A pessoa criativa anticipa que vai atingir os seus objectivos. Espera ganhar.
Os problemas são os principais desafios para as mentes criativas. Sem problemas não haverá razão para pensarmos em nada. Investe a sua energia em encontrar formas criativas para resolver problemas.
A pessoa criativa anticipa os problemas e tenta encontrar maneiras de os evitar. É possível ultrapassar os obstacoulos que a vida nos põe pensando de forma criativa.
A pessoa criativa melhora a primeira ideia, constrói por cima dela.
As questões são actos criativos da inteligência e a pessoa criativa as usa ao seu favor.
"Deixar de pensar de maneira criativa é quase como deixar de viver" - Ben Franklin
A pessoa criativa não é extravagante, nem fora de comum, é como qualquer um de nós. O que distingue uma pessoa criativa dos outros não é nenhum talento nato; é uma questão de disposição mental, de atitude e de hábito. Qualquer um de nós pode ser criativo, se o desejar.
A nossa vida sempre foi uma luta constante entre as ideias fixas e as novas ideias.
A nossa forma de pensar é influenciada pelos modelos mentais que acumulámos ao longo da nossa vida: credos, valors, presuposições, estereotipos, emoções e ideias preconcebidas. Estes padrões ou modelos mentais são dificilmente perceptíveis por qualquer um de nós, mas o seu efeito é deveras real e afecta as nossas acções.
Para utilizar o nosso verdadeiro potencial criativo (individual e/ou colectivo) precisamos de nos distanciar dos modelos mentais que nos impedem de pensar de maneira diferente (80% das nossas actividades são feitas de maneira semi-consciente, com base nos modelos mentais que detemos).