dezembro 03, 2004

Um contributo de Fernando Nogueira Gonçalves

CRIAÇÃO DO MUSEU DE INVENTORES
A apresentar em 2005

Introdução
Temos em Portugal, umas largas centenas de inventores que brindam a sociedade com inúmeros trabalhos. São inventos para melhorar a vida das pessoas e que podem gerar mais valias, quer para os inventores, quer para empresas que apostem nessas inovações, quer ainda e mais importante, para aumentar o bem-estar das pessoas.
A maior parte desses inventores, são cidadãos que têm na criatividade o seu passatempo, não estando ligados a empresas nem a grupos de investigação. Dizem as estatísticas que cerca de oitenta por cento das patentes registadas em Portugal, são destes criativos independentes, que com inúmeros sacrifícios vão engrossando os arquivos de patentes em Portugal. O único reconhecimento destes portugueses é dado e de uma forma sensacionalista por uma imprensa e um jornalismo ávido de espectularidade em detrimento de uma divulgação que mobilize os empresários à aplicação destes trabalhos e porque não, motivando os mais novos para a cultura da criatividade.
A criatividade mais do que inventar deve ser um estado de espírito para que todos os cidadãos aceitem a novidade e a apoiem, única forma de as sociedades se desenvolverem.
Todos os anos, alguns desses inventores, expõem os seus trabalhos em certames internacionais onde obtêm inúmeros prémios e distinções, a maior parte das vezes não pela sofisticação da tecnologia aplicada, mas e fundamentalmente pela simplicidade e genialidade dos mesmos inventos.
Se como vimos, os trabalhos dos criativos portugueses é tão apreciado, porquê a sua não industrialização? Porquê a classe empresarial se distancia destes criativos, não os usando inclusive nos seus quadros e que lhes poderiam ajudar no progresso das suas indústrias? E que dizer dos apoios à criatividade pelos responsáveis do País? Eu sei que há incentivos para desenvolver os inventos, mas não é desses incentivos que os inventores precisam. O inventor não pretende ser empresário. O inventor quer que alguém explore a sua ideia e a ponha em prática de maneira a ficar liberto e com condições económicas para outros criações.

O MUSEU

Pelo descrito na introdução, a criação de algo que divulgue e traga gente para a causa da criatividade, é um imperativo de todos. Este museu será um meio de divulgar a criatividade e os inventores, quer sejam inventores independentes, quer sejam activos de empresas. Terá como público preferencial, as escolas e o meio juvenil, que pela sua apetência natural para a novidade, serão no futuro quem melhor poderá implementar o que se cria no País. Também será uma forma de sensibilizar as autoridades e o público em geral para esta causa. Terá biografias essencialmente de inventores Portugueses e sempre que possível, protótipos originais ou réplicas, para melhor compreensão da invenção apresentada.
Sabemos que este trabalho, será um trabalho de anos, no entanto e enquanto a criatividade não trouxer mais valias económicas, quer para os inventores, quer para as empresas, esta deverá ser apoiada quer pelo que representa a nível de imagem do país, quer na motivação da nossa juventude para inovação e criatividade. Se entendermos essa motivação, então estamos a semear mentes abertas, mentes cultas e mentes que farão um Portugal moderno e desenvolvido, onde a palavra impossível não mais existirá.

autor
fernando nogueira gonçalves

Publicado por Irina em dezembro 3, 2004 08:57 AM
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